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Cosme Velho, 26/07/07

Um rio que ajudou a construir o Rio

Por Erick V. da Cruz
[email protected]

Embaixo dos bairros de Laranjeiras e Cosme Velho passa um rio que, mais do que água, carrega parte da história da cidade em seus leitos. Conhecido como Carioca, o rio nasce na base do morro do Corcovado e foi importantíssimo para a urbanização não só dessa região, mas de todo o município do Rio de Janeiro.

Já na primeira década após o descobrimento do Brasil, por volta de 1504, o navegador português Gonçalo Coelho abastecia de água sua expedição, que tinha por objetivo demarcar as terras pertencentes a Portugal, no rio Carioca. Por iniciativa de Coelho foi construída uma casa próxima à foz do rio, onde é hoje a praia do Flamengo e assim, os índios Tamoios que viviam na região passaram a chamá-lo de carioca, que significava "casa de homem branco", nome posteriormente dado ao povo da cidade, comprovando a grande importância desse rio.

Até o século XIX o rio Carioca teve sua grande importância no abastecimento da cidade. Para conduzir suas águas até o centro da cidade foi construído o aqueduto da Carioca, conhecido atualmente como os Arcos da Lapa, e que foi considerado a primeira grande obra de engenharia da cidade, trazendo água limpa e fresca das nascentes até o antigo chafariz erguido no Campo de Santo Antônio, hoje Largo da Carioca.

Porém a cidade que cresceu perto do rio também o poluiu. Em 1638 os vereadores da cidade do Rio de Janeiro aprovaram projeto de lei expulsando a população ribeirinha a fim de evitar a poluição do rio, mas apesar da previsão do problema, o esgoto tomou conta do que era um rio de águas claras e o Carioca não apenas se tornou poluído, como também passou a contaminar a praia do Flamengo e por conseqüência a Baía da Guanabara.

Em 2002 foi inaugurada a estação de tratamento de esgotos, construída com verba da Petrobrás e apoio do VivaRio, prometendo despoluir a praia do Flamengo. Porém essa estação logo se mostrou incapaz de resolver o problema e em março desse ano teve sua operação paralisada, o que agrava a situação de poluição na Baía da Guanabara.

O Rio Carioca é o berço desse povo bronzeado e merece o devido respeito. Fiscalizar as saídas de esgoto clandestinas e despoluir o rio são obrigações das autoridades municipais e estaduais, já à população de Laranjeiras e Cosme Velho vale lembrar que sob seus pés corre uma parte importante da história da cidade que deve ser recuperada.

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Foto do alto: Garça no Largo do Boticário, um dos poucos locais onde o Rio Carioca ainda corre a céu aberto.

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