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Cosme Velho, 18/10/06

Crônica de Angélica Monnerat



Faz muito tempo que nasci...
Havia, por aqui, frutas em profusão, laranjas em sua maioria.O cheiro que delas emanava, somado ao das flores, era indescritível. O caminho, estreito e pedregoso, margeava o leito do rio Carioca, soberano na paisagem!
A fantástica sinfonia de suas águas, partilhada com as estridentes maritacas, gaviões esfomeados, pequenos esquilos e micos arteiros, me embalava desde criança...
Eu era tímida, mas tudo observava. Como as borboletas, azuis, a piscar céus pelo ar.
Fui crescendo, vigorosa, em sintonia com esta natureza mítica.
O proprietário da chácara me semeou. Dizia ele que, poeta, já tinha escrito um livro, tinha seis filhos... agora, só lhe faltava plantar uma árvore! E quantas foram elas!
Sempre notei, entretanto, que ele me dedicava uma atenção especial... Talvez, por isto, eu tenha tido um desenvolvimento diferenciado.O poder do Amor!
Aliás, sempre fui alta.Minhas raízes se esforçavam para obter o precioso alimento e, para isto, não se furtavam de ir procurá-lo cada vez mais longe...Como agradecimento, correspondia vicejando.
Tentei, até, produzir uma copa mais ampla mas, devido a minha espécie, não me foi possível.Conformei-me e decidi buscar o alto...

Um dia, os arredores da chácara se agitaram. Não entendi muito bem, até o momento em que, aterrorizada, observei que iam aterrar o MEU rio!
Nunca mais iria vê-lo em sua limpidez caudalosa, na eterna corrida para o mar...nunca mais ouviria o barulho contínuo dessas águas... Mais? Nunca!
E, assim, vi surgir uma rua e, com ela, as carruagens poeirentas, com suas damas engalanadas em busca de águas puras na "Bica da Rainha".

O tempo foi passando...
A chácara foi vendida e demolida a casa. Em seu lugar, uma nova construção, de lindos tijolinhos e alvas cortinas, surgiu.Temi pela minha sorte! Uma calçada se esboçava e pressenti que meu tronco interromperia seu trajeto. Pavor!
Sentindo já os golpes do machado, noto que um muro se ergue ... mas parece se desviar ao chegar perto de mim...Não entendo... Os operários começam, então, a demarcar um semicírculo (mágico!) em torno do meu tronco...
Percebo, finalmente: serei preservada! Alívio! O novo proprietário, amigo da natureza, condoera-se da minha situação e decidira me proteger.
O desvio dava continuidade ao muro e, logo, me integrei à paisagem.As pessoas passavam na larga calçada e, quando de mim se aproximavam, eram obrigadas a, respeitosamente, se desviar do seu itinerário por instantes.
Senti-me importante e imaginei como o meu antigo dono deveria estar feliz por mim!

Há pouco tempo, sempre crescendo, precisei de mais espaço! Argumentei como pude e, um dia, vi minhas reivindicações serem atendidas: o diâmetro do meu ninho foi aumentado.Respirei, mais uma vez, aliviada. Como recompensa, tratei de ..crescer! Para o alto, sempre!
Hoje, madura e tranqüila, ofereço sombra àqueles que se dirigem ao trabalho, apressados e sisudos, impacientes com o sinal que teima em não abrir. A estes, saúdo, tentando me fazer notar mas,em vão: mesmo tendo que se desviar de mim, quando passam, não olham para cima.
Exibo-me, pois, apenas, para os amantes da natureza, que me vêem com o coração!

E, a eles, dedico minha história...

Eu, a árvore.











OS: Esta árvore fica em frente ao Colégio São Vicente, na calçada da casa da família Klabin.

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Foto de Angélica Monnerat
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