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/Notícias do Bairro


10/06/2011



Problemas sobre duas rodas

Falta de uma boa ciclovia e de bicicletários atrapalha ciclistas da região


Por Flávia Ribeiro

O aumento da capacidade cardiorrespiratória é apenas um dos benefícios de pedalar, uma das melhores atividades para quem quer emagrecer ou prevenir e tratar hipertensão, infarto do miocárdio e colesterol alto. Mas pedalar em Laranjeiras e Cosme Velho é tarefa para os bravos! "A região é ruim para quem prefere andar de bicicleta a pegar o carro, porque não podemos andar na calçada, para não atrapalhar o pedestre, e não tem ciclovia. Além disso, as ruas andam completamente esburacadas", comenta o jornalista João Marcelo Erthal, que, apesar dos percalços, persiste em sua opção pela pedalada.

Fundador e atual presidente da ONG Transporte Ativo, José Lobo conta que na Prefeitura do Rio de Janeiro há planos de se fazer uma ciclovia do Largo do Machado até a estação do Trem do Corcovado. "A Prefeitura tem uma visão da necessidade que o bairro tem de uma ciclovia, e tem plano. Mas não há ainda um projeto organizado, sequer um traçado desenhado. O único projeto recente com rota definida foi feito por alunos de uma turma de Robótica do Ensino Médio do Colégio Franco-Brasileiro, que fica na Rua das Laranjeiras. Os meninos mapearam as escolas do bairro e planejaram um traçado que atenda a dez delas. Levei esse projeto à Secretaria de Transporte, apresentei, e todos acharam muito interessante. Pode ser um caminho futuro", comenta José Lobo.

Ele lembra que há uma ciclovia na Rua Pinheiro Machado, que passa na calçada do Fluminense, mas ressalva que o modelo escolhido para ela não é o melhor. "O ideal é que se use parte da rua, não as calçadas, em que o ciclista precisa dividir espaço com o pedestre. Ainda mais que, nessa, tem um ponto de ônibus. Nós, do Transporte Ativo, temos uma parceria com a prefeitura desde 2003 para passar o olhar do usuário de bicicleta. Hoje já se pode esperar algo melhor de um projeto", acredita Lobo.

Há três formatos que podem ser usados. A faixa segregada, usada na orla, no Aterro do Flamengo e na Lagoa, por exemplo, é a ideal em ruas com muito movimento. A ciclofaixa, já usada em ruas como Xavier da Silveira, em Copacabana, é aquela em que há uma faixa marcada para bicicletas na própria rua. E, em ruas pequenas, sem movimento, a via pode ser compartilhada.

Na região de Laranjeiras, Cosme Velho, Largo do Machado e Flamengo, os ciclistas precisam é usar a calçada ou se arriscar em ruas movimentadas. Dono da loja de bicicletas Kraft Bikes (Rua das Laranjeiras 197A), Alberto José de Almeida resolve quase todos os seus problemas sobre duas rodas, e há mais de 20 anos pedala dia e noite pela cidade. Alberto trouxe a ideia de passeios noturnos de bicicleta para o Rio no fim dos anos 70, e até hoje promove edições às quintas-feiras, sempre saindo da frente de sua loja. Aos domingos, os passeios são diurnos. Todos passam pelo Aterro, mas até chegar lá...

"Às vezes uso a ciclovia da Pinheiro Machado, mas acho horrível. Nem considero ciclovia, dividindo espaço com pedestres, com aquele ponto de ônibus no meio... Nem é demarcada direito! Então na maioria das vezes vou por calçadas mesmo, devagar, para não atropelar ninguém", conta Alberto, que comenta: "Se houvesse uma ciclovia legal do Largo do Machado ao Cosme Velho também seria ótimo. Muita gente poderia ir de bicicleta até o metrô".

A questão, aí, seria a ausência de um bicicletário, o maior problema dos ciclistas, segundo José Lobo. "Muita gente desiste de deixar o carro na garagem e pegar a bicicleta porque não tem onde deixá-la. Existem bicicletários em oito estações de metrô no Rio, mas não nas outras. Largo do Machado e Flamengo, por exemplo, não têm. Mas hoje sinto um amadurecimento do corpo técnico dos órgãos públicos, uma vontade política. Todos os quatro BRTs, por exemplo, terão ciclovias ao longo de seu percurso", diz ele, lembrando também que faltam conscientização e educação para que motoristas não avancem sobre faixas compartilhadas e para que ciclistas respeitem os pedestres e usem sempre capacete. "Mas as coisas estão melhorando. O uso da bicicleta como opção de transporte diário é bom para a saúde, a forma física e para o meio ambiente. Você não se estressa com engarrafamento ou com a busca por estacionamento e economiza o dinheiro do combustível. Há hoje uma mudança espontânea em curso, nos hábitos da população. As pessoas não aguentam mais perder horas de seu dia dentro de um carro".







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