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Euricles de Matos:
casas coloridas, iluminação precária

Moradores e empresários reclamam que a travessa de visual bucólico é prejudicada também pela insegurança

Marcella Vieira

Uma das ligações entre as ruas das Laranjeiras e Conde de Baependi é um pequeno espaço com diversas casas coloridas que abrigam variados estabelecimentos comerciais e algumas residências. A Travessa Euricles de Matos, em Laranjeiras, é uma rua de beleza e visual bucólicos que desperta a atenção dos transeuntes pelas diferentes cores – amarelo, lilás, verde, salmão – de suas casas. Mas se o colorido a embeleza, são muitos os problemas que a atrapalham. A rua também abria um importante espaço: a obra social do Rio de Janeiro, instituto do Governo do Estado que cuida de obras sociais.

A travessa tem sofrido uma forte revitalização através da abertura de lojas e diferentes comércios. Somente nos últimos dois anos, um curso de inglês e espanhol, uma companhia de dança e uma clínica de estética foram inauguradas na rua, trazendo uma movimentação maior ao local. Ainda assim, as reclamações sobre a iluminação precária e a falta de segurança são constantes.

O curso de idiomas Fisk acaba de completar um ano na Euricles de Matos e, segundo a funcionária Sandra Paula, recebe um bom número de alunos, quase todos moradores de Laranjeiras. Sandra destaca que, de um ano para cá, houve melhorias na rua, mas não deixa de comentar os pontos negativos comumente associados à travessa:

– A rua é escura, deserta e escondida. Já ouvimos falar sobre casos de assaltos e nós, funcionários, sempre comentamos isso aqui no curso – afirma ela.

As opiniões da funcionária do curso são convergentes às de outras pessoas que vivenciam a rua. Herberto Credmann, professor da Academia Sport Center Laranjeiras, há quatro anos no local, também afirma que já ouviu falar de casos de assaltos e roubos de carros, mas garante que hoje a segurança está melhor, já que a travessa tem sido melhor iluminada. Quem conversava com ele no momento da reportagem era Francisco Soares Araújo. Conhecido como Chico pelos que transitam por ali, ele tem uma ligação peculiar com a Euricles de Matos, já que é morador de São Cristóvão, mas freqüenta a rua há quase quarenta anos, pois sempre trabalhou naquele trecho.

Seus conhecimentos sobre o local são extensos e, por isso mesmo, ele é enfático ao dizer que os problemas da Travessa Euricles de Matos já foram bem piores no passado.

– A rua já foi muito mais perigosa, ela era um verdadeiro breu e muitos casais a usavam apenas para namorar e fazer outras coisas. Hoje ela está bem melhor – diz Francisco.

Contratação de segurança particular reverteu o cenário ruim

Outro estabelecimento que fará aniversário na rua em janeiro é a Cia. Marinho Braz – Rebôco de Bamba. A escola oferece aulas de dança e, apesar da localização escondida da rua, a divulgação e o retorno têm sido muito bons, garante a proprietária Claudia Mamede.

– A rua tem melhorado bastante, mas já ouvimos muitos casos de arrombamentos de carros. Casos, inclusive, que envolveram nossos alunos, que reclamam sempre da falta de iluminação, pois as aulas terminam tarde, às 22h30min.

Ainda segundo Mamede, que não é moradora de Laranjeiras, as impressões e surpresas sobre o bairro têm sido positivas, mas ela gostaria que a Prefeitura fizesse uma manutenção contínua no local.

Surpresas já não fazem parte da rotina de outra sócia de estabelecimento comercial da Euricles de Matos. Ângela Vasques mora há 54 anos na travessa e, em janeiro, comemora 11 meses da inauguração da clínica de estética da qual é sócia, a Livre Arbítrio Esthetic Center. Nascida e criada no local, Ângela fala com propriedade sobre o que mais a incomoda na rua.

– Após as 19 horas, o movimento aqui cai e a segurança fica prejudicada, pois a iluminação é precária. Minha clínica, por exemplo, tem um poste de luz bem em frente que passou cinco meses apagado, mesmo com todas as nossas reclamações à Prefeitura – protesta Vasques, que diz não ter recebido reclamações de suas clientes sobre a segurança, mas cita casos de assaltos ocorridos com a própria família:

– Meu filho já teve aqui o rádio do carro roubado, minha irmã já teve o vidro do automóvel quebrado e meu cunhado teve o celular furtado quando caminhava na rua – afirma.

Mas todos os entrevistados são unânimes ao justificar a diminuição dos casos de roubo no local: a contratação de um segurança particular. Há cinco meses, Luiz Abdu Al-Muhaymin foi contratado para fazer a segurança da travessa. A contratação foi uma iniciativa conjunta da Cia. Marinho Braz, da Livre Arbítrio e de uma produtora de vídeo que também fica no local, mas todos saíram beneficiados. Luiz afirma que havia muito arrombamento de carro, pedintes, catadores de lixo que deixavam muita sujeira e até mendigos tomando banho ao ar livre, mas tudo isso tem melhorado. Segundo ele, o importante é manter a educação e se entrosar com os moradores e freqüentadores da rua:

– Não adianta chegar gritando. A questão é manter uma política de boa vizinhança – garante Luiz.

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Foto: Empresas de diversos setores escolheram a rua para se instalar




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Jornal da AMAL
ano 27 - nº 222
novembro/2007