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Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


PORTAS FECHADAS
Nesta república de escândalos, em que chafurda o nosso país, diariamente, novas denúncias de corrupção e/ou de novos crimes de lesa-pátria abafam o clamor contra os ilícitos denunciados na véspera...




Boa ação


Neuza Castro, presidente do Apoio FraternalQuem vê um velho casarão, que fica localizado na rua das Laranjeiras, em geral não imagina que ele abriga um projeto de fins filantrópicos. Criado inicialmente para ajudar pessoas que já tiveram uma situação financeira boa, mas que hoje passam por dificuldades, o Apoio Fraternal foi fundado há 68 anos por Álvaro Silva Lima e Isolina Freitas Pereira, um casal da alta sociedade que se sensibilizou com essa realidade cada vez mais freqüente e cedeu a própria casa para abrigar a instituição.

Neuza Castro, presidente do Apoio Fraternal, tem 67 anos e há 12 trabalha como voluntária. Ela conta que eles ajudam 67 famílias doando comida, remédios e roupas. “Fazemos pacotes diferenciados. Algumas pessoas são diabéticas e não podem comer açúcar, por exemplo. Nesse caso temos que mandar adoçantes”, afirma. Segundo ela, é feita uma reunião para saber as necessidades de cada uma. “Assim podemos saber os números dos sapatos, quais os medicamentos necessários, entre outras coisas”.

Brechó


Mas isso tudo não sai barato. A casa gasta aproximadamente 12 mil reais por mês. Para cobrir as despesas, a instituição organiza brechós todas as terças e sextas com o fruto das doações de roupas, sapatos e até mesmo móveis. Além disso, recebe ajuda financeira de algumas pessoas e aluga o espaço para outras instituições, que se reúnem para a realização de cursos ou encontros. “Mas a gente só consegue se manter mesmo por causa da boa vontade dos voluntários. São aproximadamente 40 pessoas que não recebem nada para trabalhar aqui”, afirma Neuza.

E quando eles recebem alguma doação que não lhes serve? “É feita uma triagem na qual é separado tudo que pode nos servir. O que não nos interessa é doado para outras instituições que são cadastradas aqui”. De acordo com Neuza, todas são atendidas. “Existe uma espécie de ordem e a gente vai revezando. Quando conseguimos beneficiar a todos da lista, voltamos para o topo dela”.

Cursos


Mas a atuação do Apoio Fraternal vai ainda mais longe. Os voluntários promovem dois cursos: de tricô e crochê e de corte e costura. Ambos acontecem todas as segundas-feiras e são, em grande parte, freqüentados pelas pessoas que já foram ao brechó e conheceram o trabalho feito na casa. Para ter acesso ao curso basta se inscrever e pagar o preço simbólico de cinco reais por mês. O dinheiro também é utilizado para manter a instituição.

Para conseguir a ajuda do Apoio Fraternal basta mandar uma carta contando a história e as dificuldades pelas quais passa. Nesse caso, um dos voluntários será mandado na residência do requerente para fazer uma sindicância. Se as afirmações feitas na carta forem verdadeiras e for provada a necessidade, a família passa a receber o auxílio imediatamente. Neuza lamenta o fato de não poder ajudar mais pessoas. “Nós pagamos pelo frete que leva os mantimentos e não conseguimos ninguém que queira levar nas favelas devido ao perigo. Nesse caso, nos vemos obrigados a indeferir o pedido”.
Depois de tanto tempo como voluntária, Neuza de Castro faz a uma avaliação do trabalho feito. “O saldo é positivo. Acho que estamos atingindo os nossos objetivos, até porque foi isso que os fundadores deixaram para a gente. Hoje recebemos menos doações do que precisamos, mas ainda assim estamos conseguindo fazer a nossa parte. No fim, é isso que importa”, diz sorrindo.

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Foto do alto: Neuza Castro, presidente do Apoio Fraternal




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Jornal da AMAL
ano 27 - nº 215
janeiro/07