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MACRO E MICRO

Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


PORTAS FECHADAS
Nesta república de escândalos, em que chafurda o nosso país, diariamente, novas denúncias de corrupção e/ou de novos crimes de lesa-pátria abafam o clamor contra os ilícitos denunciados na véspera...




MACROS E MICROS

por Gilson Nazareth

PORTAS FECHADAS


Nesta república de escândalos, em que chafurda o nosso país, diariamente, novas denúncias de corrupção e/ou de novos crimes de lesa-pátria abafam o clamor contra os ilícitos denunciados na véspera.

Os grandes escândalos servem para esconder, ou ao menos minimizar, a repercussão dos pequenos escândalos. Em essência, são todos iguais, pois são todos crimes contra cada brasileiro e contra o Brasil.

O pequeno comércio, desde os tempos coloniais, sustenta a maior parte da população urbana brasileira.

O comércio a retalho, o pequeno comércio, propicia, direta e indiretamente, mais de 60% dos empregos formais no Brasil. Este tipo de comércio é, hoje, denominado de pequena e média empresa, o que engloba manufaturas e fábricas de quintal.

Em realidade, o pequeno capital gera muito mais empregos. O pequeno capital é também o capital da informalidade do bem. Gera trabalhos informais, opção que é, para a maioria absoluta da população pobre urbana, o único tipo de trabalho de incontáveis cidadãos brasileiros durante toda a sua vida e até por gerações. Hoje, a sobrevivência na marginalização é, cada vez mais, uma imposição da globalização.

Há, também, o problema dos camelôs e outros ambulantes, perseguidos por representarem um comércio de ainda menor capital. Perseguidos, embora existam desde o aparecimento das primeiras cidades da Península Ibérica. Mascates, almocreves e tendeiros são termos coevos de nossas primeiras urbes. Excluídos, para os quais as portas das lojas, e inúmeras outras portas, nunca estiveram abertas em tempo algum.

Voltemos ao pequeno comércio de loja aberta nos bairros:
– Antes da proposta neoliberal de globalização, era impensável, no Brasil, uma perseguição que visasse o aniquilamento do comerciante a retalho de loja aberta.

Comerciante a retalho de loja aberta é uma terminologia que nos vem de séculos e que a testa a Antigüidade e a sobrevivência desta ocupação na sociedade ibero-brasileira.

Esta perseguição está hoje em curso a nível de prestadores de serviços básicos, até pouco tempo públicos, e de organismos normativos municipais, estaduais e federais contra o pequeno comércio.

A concentração de renda, o domínio mundial das multinacionais e a fomentação do trabalho escravo (da mão à boca) nos foram trazidos desde o governo antinacional de FHC e aprofundado no governo Lula. Estas propostas têm, entre outros objetivos, aquele de acabar com o comércio e indústria brasileiros, inclusive com aqueles de pequeno porte.

Cada médio, pequeno e micro comércio que vem a fechar não só tira o ganha-pão do pequeno empresário, mas, também, o ganha-pão dos seus empregados e fornecedores, sejam estes formais ou informais.

Quando uma loja é fechada, são fechadas, também, oportunidades de vida decente para um número muito grande de trabalhadores.

O comércio de bairro de pequeno porte vem cerrando suas portas, dando origem a este alarmante fenômeno: PORTAS FECHADAS.




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Jornal da AMAL
ano 27 - nº 215
janeiro/07