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MACRO E MICRO

Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


O Homem brasileiro pertence a uma civilização e não a uma raça. Nossa pertença é cultural e não étnica. Nossa civilização, tomada aqui o termo como cultura coletiva é ocidental, latina, ibérica, lusíada-cristã e, no nosso caso específico, luso-brasileira...


MEMÓRIA DO BAIRRO

Carlota Joaquina no Largo do Machado

Prof. Milton de Mendonça Teixeira

Em 6 de novembro de 1818, Dona Carlota Joaquina comprou a Venâncio José Lisboa, pela quantia de 16:000$000, uma chácara, na rua das Laranjeiras, medindo 37 braças de testada, por 54 e meia de fundos (81m x 120m), com 4 casas térreas, cocheiras, arvoredos e mais pertences.

Das ditas casas, duas, localizadas no centro da chácara, davam frente para o largo das Laranjeiras (largo do Machado), sendo as outras duas voltadas para a rua do Catete, pertencendo uma ao preto forro José da Silva, constituinte do mesmo Lisboa.

A chácara da Rainha confinava, pelo lado da rua das Laranjeiras, com terras já pertencentes à Dona Carlota Joaquina, e, pelo lado da rua do Catete, com o muro das casas de Antônio José de Vaz e Castro e terras de Venâncio José Lisboa – que possuiu outros muitos bens, além dos já citados, por cabeça de sua mulher, Úrsula Maria do Bom Sucesso.

Segundo a escritura de venda, lavrada em notas do tabelião José Pires Garcia, ao outorgante vendedor, Venâncio José Lisboa, seriam pagos o 16:000$000 em cotas mensais de um conto de réis, logo que recebesse da augusta e real senhora a quantia de 39 contos, pela compra de outras chácaras.

Ao lado do rei, seu marido, Carlota Joaquina só procurava estar nas cerimônias obrigadas da Côrte – ou quando em jogo o seu prestígio de rainha astuta e orgulhosa.

Como se vê, a Rainha de Portugal comprou, no Rio de Janeiro, terras e casas nas Laranjeiras, adaptando-as convenientemente para sua residência.

E nesse agreste sítio, a pecadora rainha passou seus dias de ócio e prazer... Pudera, seu vizinho fronteiro era nada mais nada menos que seu amante, o comendador Fernando Carneiro Leão, presidente do Banco do Brasil e depois visconde de Vila Nova de São José.

Nada econômica, Carlota Joaquina gastava – largamente.
Para atender ao grande dispêndio da sua casa, lançou mãos de avultados empréstimos.

E, ao deixar o nosso país, em abril de 1821, a mãe do primeiro Imperador do Brasil estava bastante endividada, e sob hipoteca grande parte de seus bens.

Logo que partiu a família real, os credores da rainha pediram ao governo o arrolamento e avaliação dos bens pertencentes a S. M. Rainha de Portugal, na Província do Rio de Janeiro.

Ordenou o Príncipe Regente D. Pedro, em maio de 1822, que se procedesse na forma da lei e como fosse de justiça, e deu poderes especiais ao Banco do Brasil para agir, como principal credor.

O processo correu pelo Juízo Privativo do mesmo Banco (desembargador José Navarro de Andrade e escrivão José Rodrigues da Costa).

A execução das diligências, opôs embaraços o administrador dos bens régios, padre José de Carvalho e Souza, o qual, à vista da reclamação da Junta do Banco, foi notificado judicialmente em 26 de agosto de 1822, para entregar, no prazo de dez dias peremptórios, sob pena de seqüestro imediato, todos os bens móveis, imóveis e semoventes, devidamente relacionados.

Intimou-se também o mesmo administrador a prestar contas de sua administração e a pagar de sua fazenda qualquer alcance que se mostrasse.

À revelia do cônego Carvalho e Souza, correu todo o processo.
Em 26 de fevereiro de 1823, o próprio Imperador autorizou a Junta do Banco a ultimar a venda dos referidos bens, pela maneira que melhor entendesse.

Finalmente, em 17 de setembro de 1823, em frente à sede do Banco do Brasil, Alexandre José Rodrigues; porteiro dos Auditórios da Côrte e privativo dos leilões do comércio e casas falidas, procedeu, solenemente, à praça dos bens de S. M. a Rainha de Portugal, constantes de uma quinta nas Laranjeiras, com 200 braças de testada por 60 de fundos (440m x 132m), contendo casa que servia de palácio e seus pertences, cocheiras, casas de criadagem e arvoredo de espécies; engenho em Inhaúma com suas terras, medindo 1000 braças de testada por outras tantas de fundos, suas plantações e utensílios de lavoura, gado e casas de engenho, e seus escravos, em número de 70, entre homens e mulheres.

Manoel da Costa de Oliveira arrematou o terreno por 775$000, na praça dos bens móveis, imóveis e semoventes possuídos, nesta cidade, pela referida soberana. Três anos depois, os terrenos começaram a ser desmembrados, formando lotes por todo o início da rua das Laranjeiras, da rua do Catete até onde hoje passa a rua Pinheiro Machado. Dentre os arrematantes dos terrenos desmembrados da chácara de Dona Carlota Joaquina, podemos citar: João Fernandes Lopes, Maria Cândida de Menezes e Silva, Alexandre José Pereira da Fonseca, Francisco Ramos, Estêvão Francisco de Carvalho, Antônio José de Castro, Rita Loureiro, Joaquim José Pereira dos Santos, Gregório Rodrigo Antônio de Araújo Lima e Clara Teresa de Lima.

Dona Carlota Joaquina nunca pagou o foro por seus terrenos à Câmara de Vereadores, pela ocupação das terras que constituíram a sua importante chácara ou quinta.
Para as desmembrações que ali se fizeram, a Câmara arbitrou o foro máximo de 4$800, e o mínimo de 2$000 anuais.




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Jornal da AMAL
ano 27 - nº 219
junho-julho/07