www.BairrodasLaranjeiras.com.br
ANUNCIE AQUI  |  INFORMATIVO  |  CONTATO

HOME Notícias semanais

CULTURA E TURISMO

ENDEREÇOS NO BAIRRO
Atividades físicas
Bares e Restaurantes
Cafés, Lanches e Sucos
Comércio e Serviços
Estabelecim/ de Ensino
Hospitais e Clínicas

FESTAS E EVENTOS

MATÉRIAS E NOTÍCIAS

MURAL DO BAIRRO

TRABALHOS SOCIAIS E
ASSOCIAÇÕES


UTILIDADE PÚBLICA

VARIEDADES
Anuncie no Bairro
Contato do Bairro
Blog do Bairro
Detalhes do Bairro
Fotos do Bairro
Informativo do Bairro
Twitter do Bairro



AMAL

Capa da Folha
Onde encontrar
Expediente



MACRO E MICRO

Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


O Homem brasileiro pertence a uma civilização e não a uma raça. Nossa pertença é cultural e não étnica. Nossa civilização, tomada aqui o termo como cultura coletiva é ocidental, latina, ibérica, lusíada-cristã e, no nosso caso específico, luso-brasileira...


MACRO & MICRO

Por Gilson Nazareth

O Mestiço atemporal


O Homem brasileiro pertence a uma civilização e não a uma raça. Nossa pertença é cultural e não étnica.

Nossa civilização, tomada aqui o termo como cultura coletiva é ocidental, latina, ibérica, lusíada-cristã e, no nosso caso específico, luso-brasileira.

Os povos que nos legaram a língua, que nos dá o idiotismo de nossas abstrações, caracteres, moral leiga e religiosa, a escala/grafia/ harmonia musical, instituições governamentais e da sociedade civil, a base da legislação, usos e costumes são latinos/ocidentais.

Enquanto brasileiros somos um povo etnicamente mestiço e herdeiros de uma cultura branca latina. Atemporalmente somos todos mestiços: – ou descendemos de negros e índios com ou sem vestígios nos nossos fenótipos ou, se puros europeus, teremos nossos descendentes com sangue negro ou ameríndio; somos um povo atemporalmente mestiço.

Não somos brancos, negros, índios, mulatos, mamelucos ou cafuzos, não somos frações, somos unidade, somos brasileiros. Querer catalogar/classificar diferença de colorido e caracteres físicos é, no Brasil, um intricado jogo de sutilezas.

As culturas indígenas e africanas só passaram a importar, para o poder estamental, e seus acólitos, na medida em que estes conceitos-no-vazio mostraram-se politicamente manipuláveis.
As culturas indígenas perderam seus últimos espaços, dentro da cultura branca, com o abandono de línguas indígenas como uso corrente, no século XVIII.

O atual problema indígena não é só nosso mas de toda a latinidade do Novo Mundo. Uma política-indigenista realista se faz necessária face à manipulação política internacionalista contra a soberania dos países latinos-americanos.

Os enclaves indígenas são lidos, por organizações internacionalistas, como nações milenares, e não como tribos que são, as quais não se veriam como brasileiras. Estas nações, muitas vezes, só existem como tal para os mesmos grupos internacionalistas. Estas tribos e/ou soma de tribos indígenas foram plantadas em imensos territórios estratégicos e de rico subsolo.

São espaços onde a soberania brasileira é negada por organizações-não-governamentais e países dispostos a tutelar, em proveito próprio, a autodeterminação destas tribos.
A quem pergunta onde estão os índios podemos responder que estão em nossas famílias, nossas casas, nossas ruas onde os caracteres indígenas predominam sobre os caracteres antropológicos brancos.

Com os negros a comoção provocada pela sua presença é também física mas em caracteres antropológicos vitimados pelo preconceito. Ao contrário da origem ameríndia a origem negra traz o referencial da cor da pele elemento por demais visível e também referencial da anterior situação jurídica de escravo.

O preconceito contra o negro é um fato permanente com situações extremadas e recorrentes. A perseguição acirrada aos negros foi ostensiva até o final da era varguista.

Hoje a manipulação política do negro apresenta igual crueldade e aparente paternalismo.

A verdade é que com a criação de secretarias de governo do negro e apoio a movimentos de conscientização negra foi se armando um imenso gueto cultural.

Com o espaço dado a uma “cultura negra” procura-se fazer com que os afro-descendentes, terminologia politicamente correta, se folquelorizem; é uma das formas de lhes barrar o acesso à cultura branca. Satisfeitos com o exótico e não preparados para o exercício do poder.

Cultura negra para os negros e cultura branca para os brancos é a mais cruel espoliação que se pode fazer ao negro.

Cultura negra, como ideário, significa abdicar ao acesso ao poder. A política de cotas vem desqualificar. O certo seria escola de excelência para toda a população carente. População esta composta de famílias multirraciais.

Não há o que construirmos se divididos por um quantitativo imponderável de percentuais de sangue branco, negro e ameríndio.

Temos que assumir que nossa elite é mestiça nos mais variados tons, que vai até o branco absoluto. Somos mestiços claríssimos ou escuríssimos mas todos inapelavelmente mestiços.

Somos nossos ancestrais de variegadas cores e enquanto pluralidade e somos, enquanto individualidade, o que aparentamos ser quer por fenótipo quer por opções culturais.
No sentido étnico não temos o outro no Brasil. Somos ao mesmo tempo um e o outro dos outros.




PATROCINADORES
Clique e saiba mais sobre eles












REDES SOCIAIS








FOTOS DO BAIRRO



Clique na foto...





© 2005 - 2019 Isabel Vidal
Todos os direitos reservados



Jornal da AMAL
ano 27 - nº 219
junho-julho/07