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Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


Flora Soleto e Radda Dimittrova são os dois baluartes do movimento artístico/pictório que a AMAL desenvolve em nosso bairro. Contemporâneas, mas percorrendo caminhos diferentes, são amigas, tanto entre elas como de todos da Associação de Moradores e Amigos de Laranjeiras.


As vilas que se “escondem” pelo bairro de Laranjeiras


Imagine uma das ruas mais movimentadas da cidade do Rio de Janeiro: a Rua das Laranjeiras. Comércio farto, prédios e condomínios valorizados, bares, restaurantes e...pequenas vilas. Sim, pequenas vilas que destoam do já banalizado clima caótico e desordenado de cidade grande
.
Por Marcella Vieira


D. Philomena moradora da Vila BarbosaO bairro de Laranjeiras, tão carregado de histórias, abriga vilas que se escondem no meio da bagunça urbana. E apesar de representarem aquilo que se pode chamar de “clima de interior”, estas construções já são arraigadas à rotina da grande cidade.

Casas de geração para geração


São várias as vilas que ainda preservam características próprias e tradicionais no bairro, mesmo em seu principal e mais movimentado endereço. Em plena Rua das Laranjeiras, perto de locais de grande concentração de pessoas como o Hospital de Cardiologia e o Clube Hebraica existem, muito próximas, a Vila do Aço, a Vila Olga e a Vila da Rua das Laranjeiras (esta, sem um nome especifico, é apenas conhecida como a vila do número 354). Dentre as semelhanças, uma é facilmente destacada: os corredores grandes que dão acesso às casas e, conseqüentemente, as “escondem” das vistas dos transeuntes.
O clima descrito pelos moradores é quase sempre o mesmo: tranqüilidade e, sobretudo, gosto por morar em um local que preserva um ar de esconderijo e segurança.

Ainda mais escondidas, as vilas encontradas nas ruas transversais à Rua das Laranjeiras preservam melhor o ar de tradição e de familiaridade:

– A maior parte das casas vai passando de geração para geração – diz dona Philomena Nascimento, 76 anos, moradora da Vila Barbosa, localizada na Rua Leite Leal, bem em frente às tradicionalíssimas Casas Casadas, atual sede da Riofilme.

Dona Philomena é um exemplo de apego às vilas de casas do bairro. Moradora da Vila Barbosa desde os dois anos de idade, reside hoje na casa 21, construída em 1949. A vila, conta ela, era ocupada em seu início por muitos funcionários das fábricas da Rua General Glicério e, até hoje, preserva uma porta e uma escada de acesso à Rua Sebastião Lacerda.

Com 21 casas, a vila traz aos moradores tranqüilidade e benefícios que, do lado de fora do portão, não são tão comuns:

– As pessoas gostam de morar na vila porque quase todas as casas têm crianças e elas chegam da escola e têm liberdade para brincar e jogar bola. Temos também um estacionamento para carros. E o condomínio custa apenas 30 reais – afirma Philomena.

Dona Lêda Brum Domingues, moradora há, aproximadamente, dez anos da Vila Redentor, uma charmosa vila de cinco casas na boêmia Rua Alice, também destaca o clima de paz que reina nas vilas:

– É como se eu morasse no interior. Eu sou do interior de Minas Gerais e acho a Vila muito parecida – destaca.

Mas quando todo este clima de tranqüilidade é aliado às comodidades da cidade grande, a atração pelas vilas parece ainda maior.

– Aqui é maravilhoso para mim. Eu até me desfiz do meu carro porque não havia necessidade dele. Se eu quiser ir para a rodoviária ou para qualquer outro lugar, eu pego a condução aqui mesmo na rua – destaca dona Lêda.

Clima de interior não é unanimidade


Uma das maiores vilas do bairro é a Vila Jesus, já no alto da Rua Mário Portela. São quase trinta casas em uma vila que, segundo seus moradores, tem mais de setenta anos de existência.

A tranqüilidade da Vila Jesus faz com que seus moradores recebam a reportagem da Folha da Laranjeira de portas abertas, literalmente (o portão da vila fica aberto e o interfone não funciona já há algum tempo). As senhoras Maria José Lima Cordeiro e Célia Lima Costa e Silva, moradoras há quase vinte anos da vila, são unânimes nos elogios ao bairro e à vila. E admitem que a disputa pelas casas, mesmo sem qualquer divulgação, é grande:

– A vila é muito procurada. Quando desocupa uma casa, já tem muita gente procurando e ficando na espera – afirma dona Maria José, que destaca que a grande maioria das casas da vila é alugada, sendo poucas casas próprias.

A Vila Jesus, cujas casas estão todas ocupadas atualmente, tem em dona Olidina Barbosa, de 79 anos, uma de suas moradoras mais antigas e fiéis. Seu filho cresceu na vila e seus quatro netos também estão sendo criados no local.

– Eu moro há quase cinqüenta anos aqui. A vila é praticamente a mesma, mas muitos moradores mudaram – afirma dona Olidina.

Poucos moradores conhecem ou têm acesso à história do local – que tem quase todas as casas praticamente iguais (dois quartos, duas salas, cozinha e banheiro), mas todos sabem que a casa maior e que apresenta diversos cômodos abrigava um convento, muito antes da Vila Jesus se tornar uma vila de casas.

Mas dentro da maré de tranqüilidade da vila, o morador Paulo Roberto, há 27 anos residindo no local, é uma voz dissonante do tal “clima de interior” tão falado por outros moradores:

– A vila não é diferente dos outros lugares. Aqui, convivemos com vários tipos de problemas como qualquer morador de outro local – diz Paulo, que, ainda assim, elogia as facilidades e vantagens de Laranjeiras.




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Jornal da AMAL
ano 27 - nº 220
8 e 9 de 2007